O maior planeta do Sistema Solar acaba de ganhar uma nova descrição científica. Um estudo recente revelou que Júpiter é ligeiramente menor e mais achatado do que os cientistas acreditavam há décadas, o que faz o planeta parecer mais “acinturado”.
A espaçonave Juno tem como objetivo da missão é descobrir mais sobre a formação de Júpiter e a sua evolução — Foto: NASAA descoberta foi possível graças a medições extremamente precisas feitas pela sonda Juno, da NASA, que orbita o planeta desde 2016.
Embora a diferença seja pequena em termos absolutos, os novos dados ajudam a melhorar nossa compreensão da estrutura interna do gigante gasoso.
🔭 Como os cientistas descobriram isso
Para medir com precisão o tamanho de Júpiter, os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada ocultação por rádio.
Júpiter é o maior planeta do sistema solar e, possivelmente, o primeiro a ter sido formado — Foto: NASANesse método:
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a sonda envia sinais de rádio para a Terra
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esses sinais atravessam a atmosfera do planeta
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os cientistas analisam como as ondas são dobradas ou atrasadas pela atmosfera
Com base nesses dados, é possível calcular com grande precisão o tamanho e o formato do planeta.
Essas medições são muito mais precisas do que as feitas pelas antigas missões Pioneer e Voyager nos anos 1970.
📏 O que mudou nas medidas de Júpiter
As novas medições indicam que o planeta é um pouco menor do que se pensava.
Os dados mais recentes mostram que:
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o raio médio de Júpiter é cerca de 8 km menor que as estimativas anteriores
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o raio equatorial é cerca de 4 km menor
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o raio polar é cerca de 12 km menor
Isso significa que o planeta é mais achatado nos polos e mais “estreito” na região central, dando a impressão de uma espécie de “cintura”.
Mesmo assim, Júpiter continua sendo o maior planeta do Sistema Solar.
🌪️ Por que Júpiter tem esse formato
Júpiter não é uma esfera perfeita. Seu formato é influenciado principalmente por dois fatores:
1️⃣ Rotação extremamente rápida
O planeta leva apenas cerca de 10 horas para completar uma rotação.
Essa velocidade faz com que o equador fique mais “estufado”, criando um formato achatado.
2️⃣ Ventos atmosféricos gigantescos
A atmosfera de Júpiter possui ventos que podem ultrapassar 600 km/h.
Esses ventos ajudam a alterar levemente a distribuição de massa e o formato do planeta.
🔬 Por que essa descoberta é importante
Pode parecer estranho que diferenças de poucos quilômetros sejam importantes em um planeta gigantesco.
Polo sul de Júpiter visto pela sonda Juno, da NASA, em uma passagem próxima — Foto: NASAMas essas medições são essenciais para entender:
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a estrutura interna de Júpiter
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como o hidrogênio e o hélio se comportam em altas pressões
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como planetas gigantes se formam
Pequenas mudanças nas dimensões do planeta permitem que os cientistas melhorem os modelos matemáticos do seu interior.
Como Júpiter é usado como referência para estudar gigantes gasosos, essa descoberta também ajuda a entender planetas semelhantes encontrados em outros sistemas estelares.
🌌 Um planeta ainda cheio de mistérios
Apesar de ser estudado há séculos, Júpiter continua revelando novos segredos.
A missão Juno já trouxe descobertas importantes, como:
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tempestades gigantes nos polos
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auroras extremamente energéticas
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pistas sobre o núcleo profundo do planeta
Agora, com medições mais precisas do seu tamanho e formato, os cientistas têm uma visão muito mais detalhada da estrutura do maior planeta do Sistema Solar.